TRE-RR promove live sobre Participação feminina na política

Evento virtual está disponível no canal TRE Roraima, no YouTube

TRE-RR - Participação feminina na política live

Participação feminina na política foi o tema debatido na live realizada nesta quinta-feira, 15 de abril, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). Em função da pandemia da Covid-19, o evento foi realizado de maneira virtual e transmitido ao vivo, no canal TRE Roraima, no YouTube. Quem perdeu a transmissão, pode assistir por meio do link http://bit.ly/3ac0awi.

Durante o encontro, promovido pelo Grupo de Trabalho sobre a Política Regional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário, houve o lançamento do livro “Ensaios em Direito Eleitoral”, de autoria dos servidores do TRE-RR lara Loureto Calheiros e Sílvio Fernando Carvalho Brasil, e da juíza eleitoral Rozane Pereira Ignácio, além do doutor em Ciências Jurídicas Elói Martins Senhoras.

Na análise de Iara Calheiros, servidora do TRE-RR e uma das palestrantes, é extremamente importante a realização de eventos como esse para conscientizar a população e, principalmente, os eleitores, do quão relevante é a mulher ocupar esses espaços na política. Segundo ela, a democracia se fortalece na medida em que as minorias podem preencher as vagas e contribuir na minimização das diferenças.

“Um dos entraves para a participação feminina é a falta de apoio dos partidos políticos, pois a maioria dos dirigentes são homens. Outro fator que contribui é que muitas mulheres pensam que a política e um campo masculino, existe um preconceito grande. Muitos partidos chamam as mulheres apenas para cumprir a cota, as chamadas candidaturas laranjas”, salientou.

De acordo com outra palestrante da noite, a juíza eleitoral Rozane Ignácio, apesar de as mulheres representarem 52% do eleitorado brasileiro, a participação delas na política é mínima. A magistrada comentou que deve haver uma mudança na lei eleitoral que garanta não só 30% de candidatas, mas de cadeiras efetivas. “Não adianta garantir a candidatura se ela não é eleita. Não adianta apenas cumprir a cota. É difícil mudar a realidade, mas não é impossível. Nós, enquanto sociedade, precisamos nos conscientizar que somente quando tivermos representatividade igualitária, teremos leis benéficas a todos, homens e mulheres”, destacou.

Rozane disse ainda que encontros sobre essa temática são necessários para debater a importância de ter uma paridade de gêneros nas câmaras municipais, estaduais, federais e no poder executivo. “Somente quando tivermos mais mulheres ocupando cargos de poder, teremos uma sociedade mais justa, mais humana, pois é comprovado, através de pesquisas, que os países em que as mulheres são maioria nos parlamentos, as políticas públicas priorizam a qualidade de vida dos cidadãos, a igualdade de direitos, em especial das minorias étnicas, raciais e sociais” analisou.

 

Livro

A obra literária faz parte da Coleção Comunicação e Políticas Públicas, editada pela Universidade Federal de Roraima, e traz uma compilação de vários artigos publicados que abordam a temática eleitoral, como o voto indígena, o abuso de poder religioso, as candidaturas laranjas e a participação feminina na política.

A versão eletrônica e gratuita da obra pode ser baixada nas seguintes plataformas:

a) "Livro Eletrônico": www.livroeletronico.net (volume 65);

b) "Google Books": http://abre.ai/googlebooks65

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