I Encontro Nacional do Programa Eleitor do Futuro é realizado em Roraima

TRE-RR - I Encontro Nacional do Programa Eleitor do Futuro

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) realizou nessa sexta-feira (07/08), no plenário da instituição, o I Encontro Nacional do Programa Eleitor do Futuro, com a participação de representantes de dez TREs de todo o país, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Juventude Unida pela Vida na Amazônia (JUVA). Uma das propostas foi deliberar sobre a ampliação do programa com uma metodologia unificada a ser desenvolvida em parceria entre as Escolas Judiciárias da Justiça Eleitoral e o UNICEF.

Participaram do evento servidores dos tribunais regionais eleitorais do Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Tocantins, além de representantes do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da JUVA, da Assembleia Legislativa do Estado (ALE/RR) e do Lions Club.

Na abertura do encontro, às 9h30, o Coral Artcanto da Prefeitura Municipal de Boa Vista apresentou duas músicas e encantou o público presente. Em seguida, os adolescentes da JUVA e dos Parlamentares Jovens da Assembleia Legislativa Estadual (ALE/RR) fizeram uma intervenção e contaram um pouco da experiência adquirida com o projeto “Protagonismo Jovem: Cidadania Eleitoral.

Na sequência, o presidente do TRE-RR, desembargador Mauro Campello, expôs o histórico do Programa Eleitor do Futuro, iniciado em Roraima em 2003 e reativado no início de 2014, e da parceria entre a Justiça Eleitoral roraimense e o UNICEF, além de falar sobre a implantação da Escola Judiciária Eleitoral (EJE) no biênio 2003/2005 e sobre a proposta de realizar o II Fórum do Programa Eleitor do Futuro.

“Em junho passado, o coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Mário Volpi, esteve aqui para conhecer a seriedade do projeto e propôs a retomada unificada dessa caminhada junto ao TSE e os TREs. Esse encontro foi fundamental, pois discutimos propostas e fixamos algumas metas e diretrizes para que possamos junto ao TSE, através do Colégio de Diretores das Escolas Judiciais Eleitorais, trabalharmos a formação de uma comissão executiva nacional e também a elaboração de uma cartilha pedagógica e a capacitação de agentes que estarão nas escolas executando esse projeto”, salientou Campelo.

Durante o encontro, foi apresentada ainda a proposta da “Carta da Juventude de Roraima”, incluindo a abordagem do Selo UNICEF nos municípios. Na análise de Gabriela Mora, oficial do Programa Cidadania dos Adolescentes do UNICEF Brasil, o programa Eleitor do Futuro traz uma contribuição fundamental pra fomentar a participação cidadã e política do adolescente no país. Ela ressaltou que é muito importante estar em Roraima retomando um projeto que o UNICEF já apoiava desde 2004.

“Uma das grandes vantagens do encontro é a troca de experiências com representantes de TREs de diversos estados e a oportunidade que é dada ao adolescente para expor sua vivência. Através da participação cidadã que o adolescente se fortalece na sociedade, aprende sobre seus direitos, desenvolve competências, habilidades e isso vai contribuir para reduzir vulnerabilidades e pra fazer um país mais democrático e valorizar a participação desse ator social – que é o jovem –, na mudança do Brasil”, comentou Mora.

No período da tarde, houve apresentação das experiências dos TREs na execução do Eleitor do Futuro. Também foi proposta a retomada do programa com metodologia unificada, e realizada uma mesa de debates e definições acerca da retomada da Comissão Executiva Nacional do Programa Eleitor do Futuro. O encerramento ocorrerá às 18h, com a assinatura da Ata do Evento.

Para Juliana Lima, 15 anos, integrante da JUVA, ao realizar esse encontro, o TRE-RR está inovando e dando voz ao adolescente para que ele possa mostrar seus anseios perante a sociedade. “Muitas vezes, a gente percebe que o adolescente não é muito ouvido. Quando o judiciário chama pra dialogar com a sociedade civil, representada pelos adolescentes, isso tem um impacto muito grande. Esse papel da Justiça Eleitoral roraimense de fazer parceria com os jovens é incrível porque tira do papel tudo que está escrito e traz pra prática. Dessa forma, lutamos para que o jovem participe do processo de efetivação de seus direitos”, comentou.

De acordo com o presidente do Colégio de Diretores das Escolas Judiciárias da Justiça Eleitoral (CODEJE), desembargador Luiz Keppen, o Eleitor do Futuro é um dos projetos mais importantes não só da justiça eleitoral como também da justiça brasileira. “Este programa resgata a conexão com os jovens, futuros eleitores, e assim temos a condição de promover aspectos da democracia, discussões que são importantes para o país”, analisou.

Eleitor do futuro

O principal desafio do projeto é fazer a inclusão social e política de jovens entre 10 e 15 anos de idade, despertando e resgatando a cidadania por meio de atividades lúdicas como gincanas, apresentações teatrais, palestras e concursos de redação. Além disso, os alunos vivenciam todo o rito de um pleito eleitoral de verdade, desde as convenções partidárias, propaganda eleitoral e registro de candidatura, até a diplomação dos eleitos.

Os alunos têm ainda contato com a urna eletrônica e conhecem um pouco mais sobre o sistema de votação brasileiro e, principalmente, aprendem a importância de votar em ideias e propostas, considerando que, nas eleições, os candidatos serão escolhidos e cada um representará uma política pública, como educação, saúde, segurança, urbanismo e tecnologia da informação.

Histórico

O Programa Eleitor do Futuro foi idealizado e lançado pelo ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sua gestão no ano de 2002 e, desde então, é executado em parceria com os TREs em todo o Brasil. Em Roraima, o programa teve execução na gestão do biênio 2003⁄2005, tendo alcançado desempenho positivo ao ponto de projetar o Tribunal à responsabilidade de coordenação executiva do programa em plano nacional, época em que o então presidente do TRE-RR, desembargador Mauro Campello, ocupou o cargo de presidente da Comissão Executiva Nacional do Projeto Eleitor do Futuro.

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